O capital esquecido nas entidades bancárias e em outras organizações financeiras do território nacional diminuiu de aproximadamente R$ 10 bilhões em abril para R$ 6,24 bilhões em maio. A queda de quase 40% de um mês para o outro foi atribuída pelo Banco Central (BC) a uma transferência de R$ 5,7 bilhões para o Fundo Garantidor de Operações (FGO) no contexto do programa Desembaraça Brasil.
A transferência foi sancionada pela lei Lei 14.973/2024, que permitiu a utilização de montantes esquecidos sem retirada dentro do prazo determinado pelo governo.
O governo informou que 10% do montante enviado será destinado a cobrir possíveis pedidos de saque.
Onde localiza-se o capital deixado nas instituições bancárias
A maioria do dinheiro esquecido está concentrada nas organizações bancárias, seguida por administradoras de consórcio, cooperativas de crédito, intermediadoras de pagamento, entidades financeiras e corretoras.
As quantias podem originar-se de contas encerradas com saldo remanescente, taxas cobradas indevidamente, parcelas de créditos quitadas além do necessário, quotas de cooperativas, fundos de consórcios e outras obrigações de ressarcimento das organizações financeiras.
Os dados indicam que a maior parte dos beneficiários dispõe de pequenos valores para receber: 67,6% possuem até R$ 10, enquanto apenas 2,46% detêm mais de R$ 1 mil disponíveis para saque.
O BC ressalta que bilhões de reais continuam disponíveis para serem retirados. São R$ 4,44 bilhões pertencentes a 24,08 milhões de pessoas físicas e R$ 1,8 bilhão destinados a 2,27 milhões de empresas.
Banco Central já restituiu mais de R$ 15 bilhões por intermédio do SRV
O Sistema de Valores a Receber do Banco Central possibilita que usuários consultem possíveis valores esquecidos.
Também existe a alternativa de resgate automático para pessoas físicas que empregam o CPF como chave Pix, possibilitando a realização de depósitos automáticos ao identificar novos montantes.
Além disso, herdeiros e representantes legais também têm a faculdade de pleitear recursos deixados por indivíduos falecidos, acatando o protocolo estabelecido pelo sistema.
Desde a implementação do SVR, o Banco Central afirma já ter compensado R$ 15,47 bilhões aos titulares.
*Com monitoramento de Ricardo Gozzi
Fonte: Money Times
