No mês de maio, 81,6% das famílias no Brasil estavam com dívidas, conforme dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação Nacional do Comércio (CNC).
Com isso, cresce a procura por empréstimos e, para quem já está endividado, geralmente só restam as opções mais dispendiosas, como crédito no cartão e limite do cheque especial.
Enquanto isso, uma parcela da resposta pode estar estacionada na sua própria garagem. Um automóvel quitado, uma motocicleta sem parcelas pendentes, bens que geralmente são vistos apenas como despesas: seguro, IPVA e manutenção, por exemplo.
O que muitas pessoas não consideram é que esse tipo de propriedade também pode desempenhar um papel financeiro. Mesmo servindo apenas para sua função essencial, como um carro usado unicamente para locomoção, ainda pode representar uma chance vantajosa se visto de outra maneira.
Veículo na garagem, solução financeira
A ideia é bastante simples: quem oferece um ativo como garantia diminui o risco para quem empresta o capital e isso vem acompanhado de taxas de juros mais baixas.
Ter um veículo quitado, em primeiro lugar, representa um bem adquirido. O ponto crucial está quando esse bem é utilizado exclusivamente em sua função primária. E, ao mesmo tempo, os gastos fixos associados continuam da mesma forma.
No entanto, quando essa propriedade assume o papel de meio de acesso a crédito, a situação muda. O bem permanece sendo seu, mas passa a ter também uma finalidade financeira ativa.
E isso não tem ligação com financiamento ou refinanciamento da compra. O veículo já é seu e já está quitado. A diferença é que, em vez de ser apenas um passivo, ele pode ser a porta para uma linha de crédito em termos mais favoráveis.
Além disso, a utilização no cotidiano permanece a mesma. O automóvel permanece em seu nome durante toda a transação, você o dirige e usa normalmente. Na prática, a única mudança é que ele fica vinculado ao banco até a quitação do empréstimo, ou seja, o carro é a garantia da operação.
Vale a pena usar o veículo como garantia?
Bem, se o veículo já foi quitado, será que pode ajudar a resolver outras despesas também?
A disparidade de juros entre empréstimos com garantia e sem garantia é significativa. No empréstimo com garantia de veículo do PAN, as taxas partem de 1,60% ao mês, enquanto os empréstimos pessoais sem garantias geralmente ficam em torno de 7% ao mês.
Além disso, nos empréstimos pessoais, o montante liberado está diretamente relacionado com a renda e o perfil do cliente, o que pode restringir o acesso a valores maiores.
Já nos empréstimos com garantia, o valor do bem serve como base, o que tende a aumentar o limite disponível e prolongar os prazos.
Na prática, isso pode tornar os empréstimos pessoais até aproximadamente 5 vezes mais onerosos do que o empréstimo com garantia de veículo do PAN.
Descubra se é possível utilizar o veículo como crédito
Para contratar o empréstimo com garantia de veículo disponibilizado pelo PAN, alguns requisitos precisam ser cumpridos.
O veículo deve estar registrado em nome do solicitante do crédito e quitado ou financiado pelo próprio PAN.
São aceitos automóveis com até 20 anos de fabricação e motocicletas com até 13 anos. O solicitante deve ter mais de 18 anos e o veículo precisa estar em condições adequadas de uso, com a documentação em ordem.
O valor emprestado pode chegar a até 90% do valor de mercado do bem, de acordo com a análise de crédito. Após a aprovação, o dinheiro é geralmente depositado na conta em até dois dias úteis.
Todo o processo é feito de forma totalmente digital. As fotos que complementam a inspeção do veículo são enviadas de maneira online, pelo próprio aplicativo.
E mais: o prazo para quitar o empréstimo pode se estender a 60 meses, facilitando a inclusão das parcelas em seu orçamento e, paralelamente, o veículo segue sendo utilizado normalmente ao longo de todo o período.
Essa é uma opção que pode auxiliar a lidar com imprevistos de saúde, concretizar aquela viagem dos sonhos ou até mesmo realizar uma reforma tão desejada em sua casa.
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Sujeito a análise de crédito.
Fonte: Money Times
